CO-MÃES – MARIANA E JULIA


Ouvir o episódio do nosso podcast com Mariana Quintanilha e Julia Gutnik é um convite para refletir de que forma as empresas podem naturalizar as questões pertinentes a todas as composições familiares. Ao se deparar com a licença-maternidade, por exemplo, elas tiveram de enfrentar advogados e toda a jurisprudência existente. Por isso a gravidez e seus desafios fizeram com que elas passassem a ter uma postura ativista em relação aos casais homoafetivos.

Uma situação comum nas empresas — e que elas também enfrentaram — é oferecer à mãe não-gestante a licença- paternidade. A questão é que ela não é pai, obviamente. Mariana também chegou a ouvir que seria um privilégio ambas terem direito à licença-maternidade. “Isso me deixava bastante incomodada. Nós não somos um pai e uma mãe, somos duas mães. A lei já fala de licença-maternidade e eu sou mãe. Se não existiam casais de duas mães antes e a sociedade evoluiu, precisamos mudar a lei”, disse. Elas defendem a adoção da licença parental para o maior número de empresas possível.

Para refletir sobre esses e tantos outros aspectos, elas criaram um grupo chamado “Mãe nunca é demais”, para acolher outros casais homoafetivos. A ideia, segundo Julia, é conversar sobre licença-maternidade, amamentação de duas, escolas… Quanto mais falarmos, mais naturalizamos, não é?

Aperta o play e mergulha nessa história abaixo (:

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